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Em greve, professores da rede municipal ocuparam galeria da Câmara nesta segunda (11)

Professores da rede municipal de ensino ocuparam nesta segunda-feira (11), a galeria da Câmara Municipal de Vereadores em Feira de Santana para chamar a atenção sobre a situação da educação no município. Segundo Marlede Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB), a prefeitura não dialoga com os professores e não cumpre a pauta da categoria. Ela informou que o objetivo da ocupação na Câmara é manter contato com o prefeito Colbert Martins Filho.

“Nós estamos em greve a partir de hoje, por tempo indeterminado, porque quem fez a greve acontecer foi o prefeito que desde o dia 27 de novembro nos pediu 15 dias para dar uma resposta sobre a greve e até hoje nós não temos nenhuma resposta. Também não temos resposta obre a pauta de reivindicação e então restou a categoria cruzar os braços. Mas, estamos abertos ao diálogo e a negociação”, afirmou.

Marlede informou ainda que em Feira de Santana existe diretor de escola recebendo R$176 pelo exercício da função, que não houve reajuste salarial e nem o enquadramento dos professores. Além disso, a questão do precatório tramita no Superior Tribunal Federal (STF). Segundo ela, não há nenhum retorno até o momento sobre a pauta de reivindicação dos professores.

Audiência com o prefeito

Ainda durante a sessão, a vereadora Eremita Motta, que é presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, entrou em contato com o prefeito Colbert Martins Filho, que se disponibilizou a atender uma comissão formada por vereadores e professores. A reunião foi realizada de imediato.

“Respondi o que foi solicitado, dentro do que a prefeitura vai fazer. Vou fazer uma reunião com a secretária de educação para saber os limites de gastos e depois vou convidar a comissão de vereadores que aqui esteve para que possamos fazer essa avaliação. Feira de Santana está no limite da lei de responsabilidade fiscal e o que queremos ver é se essas reivindicações vão gerar impactos que possam atingir esse limite. Vamos dá o aumento de acordo com a sugestão do Ministério Público”, disse Colbert Martins.

O prefeito ainda falou sobre uma reivindicação da categoria a respeito dos valores pagos a professores que são diretores. Ele reconheceu que o valor é baixo, mas disse que também vai cobrar metas dos professores.

“Foi colocado pela presidente da APLB que os valores pagos para professor ser diretor são baixos e são mesmo, mas estou propondo que não é somente uma ampliação de valor. A proposta que quero discutir é de mérito para que os alunos tenham uma melhora no ensino e em decorrência disso melhore o Ideb da cidade. O que queremos é que o mais importante dessa discussão seja os alunos. Espero que os professores possam rever essa posição de greve. Estamos pagando em dias”, destacou.

A vereadora Eremita Mota afirmou que o prefeito sempre esteve aberto ao diálogo e que ele entendeu as questões colocadas pela categoria durante a audiência realizada hoje.

“A categoria estava achando que o gestor não queria atender. Eu liguei pra ele e ele disse que não tinha problema nenhum em atender os professores. Pude verificar que a própria presidente da APLB entendeu que eu estava certa e que as vezes se tem a impressão de uma coisa e é outra. Colbert gosta de conversar e provou para todos que o diálogo tem que existir”, afirmou.

Greve continua

Após a audiência com o prefeito Colbert Martins Filho, uma nova assembleia dos professores foi realizada, onde se decidiu que a greve iniciada nesta segunda (11), por tempo indeterminado, vai continuar até uma resposta do governo municipal.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade.

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